
Que Paris, que nada. Londres é a capital europeia das compras. Essa foi a conclusão de uma pesquisa publicada pela influente revista "The Economist", que comparou 33 cidades do Velho Continente. Variedade de lojas e shoppings, promoções de criar fila na véspera , transporte público, segurança pública e rede hoteleira estão entre os itens que facilitam a vida dos meros sacoleiros ou dos caixeiros elegantes.
Oxford Street é a rua mais famosa de compras na cidade, bem no centro. O ideal é iniciar pelo extremo oeste, na estação Marble Arch. A primeira loja do roteiro TEM QUE SER a Primark — roupas da estação e acessórios que saem por uma pechincha. É verdade que o atendimento não é grande coisa, mas variedade e a qualidade dos produtos compensam.
Adiante na Oxford Street estão redes de varejo de vestuário como H&M, French Connection, Gap, Zara, Dorothy Perkins, Monsoon and Accessorize, Mango, Next, United Colours of Benetton e River Island. Chamadas pelas revistas de moda de "fast-fashion", elas apresentam coleções completas e trocam rapidamente o que não faz sucesso por peças mais atuais.
Seguindo em direção ao cruzamento da Oxford Street com a Regent Street, fica a área com mais descontos: Marks & Spencers — roupas, eletrônicos e comida; Debenhams — roupas de crianças, cosméticos e lingerie; John Lewis — artigos de cozinha; e a House of Frasier — móveis domésticos e artigos para a casa, grifes para homens, e cosméticos. Quem pode gastar mais deve ir à Selfridges — loja de departamentos de primeira linha.
Para designers e joalheiros, o lugar é a Bond Street, uma continuação da Oxford Street — não, não é uma homenagem ao espião James Bond. Ali ficam a centenária casa de leilões Sotheby's, galerias de arte e antiquários, lojas de primeira linha como Prada, Dolce & Gabbana, Donna Karan, Louis Vuitton, Armani, Jimmy Choo, Chanel, Ralph Lauren, Mulberry, Salvatore Ferragamo, Miu Miu, Alexander McQueen e Burberry.
Se não puder gastar, o passeio vale pelas vitrines, todas largas e elegantes. Os lançamentos das grifes ficam expostos. Outra atração da rua são estátuas de metal de Franklin D. Roosevelt e Winston Churchill, respectivamente presidente dos Estados Unidos e premiê britânico na Segunda Guerra Mundial. E a melhor parte: sentar no banco e tirar foto com eles é grátis.
Compradores de fora da União Européia, como é o nosso caso, podem se beneficiar com o programa de isenção de impostos. Basta solicitar o reembolso do Imposto de Valor Agregado (VAT na sigla em inglês). Há cinco passos nesse caminho para a economia.
Primeiro, a loja deve ser credenciada — repare se há um adesivo "Taxfree" na porta. Segundo, não compre demais na mesma nota: existe um limite, normalmente os atendentes sabem qual é. Terceiro, solicite na loja ou no aeroporto o formulário do Cheque de Reembolso. Quarto, ao sair do Reino Unido apresente à alfândega seu passaporte junto com o formulário preenchido. É necessário apresentar as compras. Por fim, solicite o reembolso.
Há atendimento nos aeroportos. Mas também você também pode enviar o formulário para as empresas. Mais tarde chega um cheque com o valor do imposto ou crédito em seu cartão. Para mais informações, procure o www.globalrefund.com.
