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Na trilha do ouro olímpico – Manchester

manc

Em 24 de abril, as seleções brasileiras masculina e feminina de futebol, bem como os milhões de treinadores espalhados pelos quatro cantos do país, ficaram sabendo quais serão os primeiros adversários na disputa pelo ouro nas Olimpíadas de Londres. Também foi divulgado o caminho a ser percorrido até a finalíssima na grama sagrada de Wembley — os Jogos de 2012 terão as partidas de futebol distribuídas por várias cidades britânicas, não apenas a capital. Enquanto não é possível dizer se os times conseguirão medalhas, já há ao menos uma chance dourada de fugir da rota mais viajada e conhecer outras regiões do Reino Unido.

SEGUNDA PARADA: Manchester

A associação com seus dois famosos clubes de futebol ou com a cena musical dos anos 80 e 90 é inevitável quando se pensa em Manchester. No entanto, a cidade-símbolo da Revolução Industrial é também local de marcos ligados à engenharia e a ciência, que aliados ao sucesso esportivo fazem da principal cidade do condado de Lancashire o terceiro mais visitado destino britânico por turistas estrangeiros, atrás apenas de Londres e Edimburgo. Com duas universidades, incluindo a University of Manchester, dona do maior campus do Reino Unido, a cidade se destaca ainda como polo acadêmico, o que também contribui para um grande influxo de estudantes estrangeiros.

O passado de primazia industrial também trouxe muitos imigrantes para Manchester, e é nesse ponto cosmopolita do mapa britânico que a seleção brasileira masculina de futebol terá seu segundo compromisso na fase de grupos das Olimpíadas de Londres. A partida contra a Bielorrússia terá lugar em 29 de julho, justamente num ponto de visita obrigatório da cidade: Old Trafford, o estádio do Manchester United e um monumento a outra revolução — a reviravolta comercial que nos últimos 20 anos catapultou a Liga Inglesa ao posto de mais rico torneio do mundo. Majestoso já do lado de fora. ,Old Trafford conta ainda com uma senhora loja de produtos ligados ao clube e um museu inaugurado por ninguém menos que Pelé.

old trafford

Pacotes de visita vão desde simples idas ao museu ou a opção que inclui um passeio pelas dependências do estádio, com vestiários e tudo. Entre 20/7 e 7/8, no entanto, haverá apenas uma versão reduzida. Os preços começam em R$ 36 para adultos e R$ 25 para crianças. Old Trafford já vale por um simples café com sanduíche em seu restaurante oficial, o Red Café, um belíssimo exemplo de bar temático.

Para os interessados em futebol, outro programa obrigatório é o Museu Nacional do Futebol, que além de uma infinidade de instalações interativas, acena com um acervo histórico endossado pela Fifa, e que tem relíquias como taças e medalhas do século 19. O museu abrirá as portas em 6 de julho e a entrada para a coleção permanente é gratuita.

nationalfootball

Berço de algumas das bandas britânicas mais importantes da música britânica nas últimas três décadas, como o Joy Division, os Smiths e o Oasis, Manchester não carece de opções de programas musicais. O Band on The Wall, antigo pub vitoriano hoje transformando em centro cultural, é o rumo para curtir uma programação que varia da world music ao blues. Originalmente um local decadente pelo qual passou o Joy Division, hoje conta até com salas de cinema .

O Band on the Wall fica no Northern Quarter, o destino boêmio de Manchester, marcado ainda por bares e lojas descoladas. No plano cultural, o Museu da Ciência e Indústria é imperdível. Afinal, foi em Manchester que houve a primeira fissão de um átomo e que também a primeira estação de trem do mundo. E nada melhor que o complexo de cinco prédios para recontar essa história, que inclui passeios em réplicas de locomotivas e uma visita à Manchester do século 19. Boa parte das atrações é gratuita.

lowry

The Lowry é um centro de artes visuais e cênicas à beira do renovado Cais de Salford. Se no século 19, a região era parte do Grande Canal de Manchester, que escoava a produção industrial, o movimento hoje é de eventos como peças, musicais e exibições de arte.

As compras ficam para o Trafford Centre, o mega shopping nos arredores da capital. O ônibus X50, que parte de diversos pontos centrais da cidade, faz o trajeto de ida e volta por cerca de R$ 12, além de também servir outros centros comerciais. Promoções à parte, o Trafford Centre é também um local em que se pode esbarrar com estrelas do futebol, pois jogadores tanto do United quando do City gostam de passear por lá.

Uma visita a Manchester, porém, não ficaria completa sem uma passada na Curry Mile. Trata-se do maior aglomerado de restaurantes de comida asiática do Reino Unido, na região de Rusholme, e é visitado por mais de 65 mil pessoas por semana. Só é preciso muito cuidado com a pimenta que tanto marca a culinária de países como Índia, Paquistão e Sri Lanka...

currymile

O principal segredo para se locomover em Manchester é o sistema de bondes, que alcança os pontos mais diversos da cidade. As tarifas começam em R$ 12 para adultos ( viagens simples de ida e volta), mas há uma série de opções de passes e descontos, que podem ser pesquisados diretamente com a operadora Metrolink.

Para quem sai de Londres, a melhor opção é o serviço de trem partindo de Euston, com preços variando entre R$ 100 e R$ 240 — comprar com antecedência baixa bastante o preço e há também descontos exclusivos online.

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