Nem todo Beatlemaníaco tem chance de esticar para Liverpool a viagem que faz para o Reino Unido. Mas Londres, um destino para lá de popular nos roteiros dos turistas brasileiros para viagens ao Reino Unido, é uma cidade em que também se encontram diversos pontos ligados à memória dos quatro cabeludos. Mesmo que nem sempre acessíveis, garantem ao menos um registro para a posteridade, ainda mais em 2012, o ano em que se celebra o cinquentenário da primeira vez em que John, Paul, George e Ringo se apresentaram juntos. Sem qualquer obrigatoriedade de sequência, o roteiro pode ser feito sem pressa, ainda mais em dias de tempo bom.
Há, porém, pelo menos uma estação compulsória: Abbey Road. O legendário estúdio em que os Beatles gravaram seus álbuns é fechado ao público, mas seus arredores se transformam num ponto de encontro de fãs do mundo inteiro, inclusive os que tentam recriar a clássica foto da capa do disco ''Abbey Road'', em que os cabeludos atravessam a faixa de pedestres. Fica a uma curta caminhada da estação de metrô de St. John's Wood, na linha Jubilee. Na mesma vizinhança fica Cavendish Avenue, cujo número 7 é a mansão até hoje pertencente a Paul McCartney. Foi no estúdio montado na casa que ele compôs canções como ''Penny Lane'', depois de se mudar, em 1966.
A mesma linha Jubilee pode ser usada para uma baldeação para a Bakerloo Line, em Baker Street. Pode-se escolher entre sair e visitar a mais completa loja de souvenires dos Beatles em Londres. Na mesma rua, no número fica o imóvel que sediou a primeira encarnação da Apple, o misto de butique, selo de gravação e incubadora de projetos lançada pelos Beatles em 1968. Ou então a dica é tomar o rumo de Marylebone. Na estação ferroviária, localizada no piso superior, John, Paul, George e Ringo filmaram a sequência inicial de ''A Hard Day's Night'', o longa-metragem de 1964, em que aparecem fugindo de uma legião de fãs.
Ali perto, no número 34 de Montagu Square, está o apartamento térreo pertencente a Ringo Starr e que foi brevemente ocupado por John e Yoko — porém, o imóvel ficou mais famoso por conta da batida policial em que o Beatle e sua então namorada foram presos por porte de drogas.
Novamente no metrô, uma baldeação para Picadilly Circus leva Beatlemaníacos para Mason's Yard. A galeria de arte lá localizada hoje se chama James Hyman, mas em 1966, sob o nome de Indica, abrigou a exposição de uma então desconhecida artista japonesa, Yoko Ono, que acabou visitada pelo futuro marido. De lá, rume para Saville Row, que embora tenha importância histórica por seu papel na indústria da moda britânica, ainda abrigando alguns dos principais ateliês masculinos, faz parte também do folclore beatle: o teto do prédio de número 3 recebeu os Beatles para um concerto improvisado em 1969, que entreou para história também com a última vez em que os quatros tocaram juntos ao vivo.
Hyde Park Corner, ainda que indiretamente, também conta com a presença Beatle. Um lanche ou um drinque no Hard Rock Cafe garantem uma visita ao mini-museu em que estão relíquias como um disco de ouro recebido pelos Beatles depois de o seminal LP ''Sgt. Pepper's Lonley Hearts Club Band'' atingir a marca de um milhão de cópias vendidas, além de um rascunho da letra de ''Imagine'', do punho do próprio John Lennon.
Em Mayfair, perto do metrô de Marble Arch, fãs mais exigentes podem ainda fotografar a fachada do número 57 de Green Street — curiosamente, a mesma rua onde até o início de 2012 funcionou a Embaixada Brasileira. Foi neste prédio que os Beatles pela única vez viveram juntos sob o mesmo teto. Há dezenas de outras locações que podem ser explorada, ao ponto de agências de turismo em Londres contarem com passeios especializados, como caminhadas guiadas. No mais, é pegar a máquina e bater perna! E, para relaxar, porque não tentar um ingresso para ''Let It Be'', musical inspirado nas canções dos quatro cabeludos de Liverpool e que ficará em cartaz entre 14 de setembro e 19 de janeiro, no Prince Charles Theatre (West End).





