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Ecos do passado imperial

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Hoje o Reino Unido não é mais um império global, com colônias em todos os fusos, o que deu origem à famosa expressão de que nele o sol jamais se punha. Mas o país ainda é referência para as 53 nações integrantes da Commonwealth, que mantém não apenas naços culturais e polítcos mas como reconhecem a autoridade da Coroa Britânica - a rainha Elizabeth II, por exemplo, ainda é soberana no Canadá e na Austrália. Para fãs de história. Londres oferece uma série de oportunidades para aprender como os britânicos conquistaram o mundo e se tornaram a maior superpotência do século 18 até praticamente a Segunda Guerra Mundial.

A principal praça da cidade simboliza essa era de ouro dos britânicos. A Trafalgar Square remete à batalha naval de 1805, na Espanha, na qual a armada britânica derrotou as forças francesas de Napoleão Bonaparte. Uma vitória que marcou a consolidação britânica como potência militar. Uma grande coluna, de 56m de altura, construída em 1840, homenageia um dos heróis da Bata;ha de Trafalger, o almirante Horatio Nelson, morto em combate.  Hoje é um ponto de encontros e celebrações esportivas - ali, por exemplo, houve uma grande festa em 2005 para celebrar a escolha de Londres como anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2012. Fica ao lado da estação de metrô de Charing Cross.

O verdadeiro apogeu, no entanto, vem com a chegada ao trono da rainha Victoria, em 1837. Foi também nesse momento que a sede da monarquia se transferiu do Palácio de Saint James para o Palácio de Buckingham. O formato atual do prédio, com incríveis 775 quartos e a bancada de onde o príncipe William e a Kate Middleton acenaram para a multidão após o casamento real do ano passado, data de 1913. Durante o verão europeu há visitas guiadas por jardins e alguns aposentos, com ingressos custando em torno R$ 70. Já a cerimônia da troca da guarda, que atrai visitantes do mundo todo, é gratuita. O palácio fica a uma curta caminhada da estação de Victoria.

A rainha mais longeva do Reino Unido, com 63 anos no trono, também dá nome ao museu Victoria and Albert, fundado há 160 anos. A força do Império Britânico transparece nas exibições de arte-decô trazidas de vários países do mundo — não há lugar no planeta com mais artefatos desse tipo em exibição. Mostras contemporâneas são frequentes, muitas vezes retratando monarcas da atualidade. À exceção de eventos especiais a entrada para o museu é franca. A estação de metrô é South Kensington.

Outro local repleto de história imperial é o British Museum, tanto na ala nacional como nos setores internacionais. A primeira oferece relíquias militares, políticas e sociais do Reino Unido, em especial os avanços da Revolução Industrial que fortaleceram o país. Em seguida, descobre-se o que o poder imperial trouxe para a ilha: há desde um pedaço da Acrópole grega até objetos do Egito antigo. A entrada para coleção permanente  é gratuita. Desça nas estações Holborn ou Tottenham Court Road.

Não muito longe dali, perto da estação Westminster, fica o templo religioso mais importante do país e do império. Na quase milenar Abadia de Westminster, reis e rainhas são coroados e se casam há séculos. Também é lá que presta serviços o arcebispo da Cantuária, o principal líder da Igreja Anglicana, ao lado da rainha Elizabeth II. O local, preferido da nobreza para suas orações fora dos palácios, sofreu ataques aéreos dos nazistas durante a Segunda Guerra e também serve de destino final de repouso não apenas para monarcas, mas também britânicos célebres como o pai da física moderna, Isaac Newton, e o não menos influente Charles Darwin.

Se a potência global hoje é um retrato na parede, como resultado de duas guerras mundiais e da consolidação do Parlamento como fonte de poder, em vez do Palácio, suas marcas seguem vivas no imaginário e no dia-a-dia do país.

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